Mau (?) hábito de leitura...

Postado por Vitor Sousa , segunda-feira, 1 de novembro de 2010 16:32


Desde criança, sempre gostei de ler. O problema é que minha fluência de leitura nunca foi (e “nunca será”, diria o Cap. Nascimento) eficiente ao ponto de dar conta de tudo que eu queria ler. Acabei gerando uma certa ansiedade pelo “próximo livro” que, por sua vez, se transformou num hábito: nunca ler somente um livro.

Funciona mais ou menos assim: eu começo a ler um livro, avanço um pouco na leitura e então aparece um outro livro que gosto. Nesse ponto, eu teria a opção (mais sensata e óbvia) de terminar o que já tinha começado para pegar o segundo, mas não... eu largo a leitura do primeiro e parto para o segundo. Se um terceiro livro aparece, então lá vou eu interromper também o segundo. A essa altura, eu administrava de duas formas: 1. Condicionava-me a terminar o terceiro, para em seguida terminar o segundo, para em seguida terminar o primeiro (não me pergunte o por quê dessa ordem); ou 2. Escolhia um dia/horário para cada livro e seguia com todos paralelamente.

Até outro dia, eu achava isso muito legal. Porque, quando eram três ou quatro livros e eu tinha mais tempo livre, dava pra administrar bem essa bagunça. Mas a coisa, me parece, está crescendo para além das minhas forças. Eu quero ler MUITOS livros. Já perdi as contas dos livros que comecei e não terminei. Preciso, urgentemente, dar um jeito nessa situação. Vou procurar um manual de leitura dinâmica - mas só nas manhãs de segunda.

Compromisso

Postado por Vitor Sousa , sexta-feira, 29 de outubro de 2010 15:26

Em meados dos anos 80, a dupla Cíntia e Silvia – compositoras cristãs que já encaravam a música como parte da sua missão de vida – foram desafiadas a implantarem um trabalho pioneiro numa perigosa favela da cidade onde moravam. A música “Compromisso” é fruto do daquele período e foi registrada no álbum “Canções de Liberdade”.

Cíntia e Silvia descrevem, com sublime maestria poética, uma dura realidade que, infelizmente, ainda está tão próxima de nós. Diante da inércia daqueles "que se chamam de cristãos", a dupla termina a música relembrando-nos um conceito bíblico: “Fazer justiça ao explorado e aflito agrada mais a Deus do que um simples ritual vazio”!

Boa reflexão para final de semana.

O povão não é Massa!

Postado por Vitor Sousa , quinta-feira, 28 de outubro de 2010 14:12

Faz uma semana e uns quebrados que a imprensa baiana ganhou a companhia de mais um jornal: Massa! - o novo periódico do Grupo A Tarde que almeja alcançar as classes C e D da maravilhosa Soterópolis. Como não podia deixar de ser, o lançamento do jornal foi precedido por uma campanha de marketing que ligava a marca do jornal a hábitos e lugares da cidade – outdoors com frases do tipo: “Massa é tomar sorvete na Ribeira”. Tudo indicava que a equipe realmente havia pensado numa estratégia realmente eficiente. Até que o produto chegou às bancas...

Pode ser excesso de inocência da minha parte, mas me nego a crer que o Grupo A Tarde realmente imagine que Massa! tenha “o jeito” do seu público. Tudo bem que as notícias sejam curtas, mas precisavam ser tão inúteis? Tudo bem que seja para o “povão”, mas precisava ser feio? Gente, o projeto gráfico do jornal é um negócio tão ridículo que nem dá pra acreditar que alguém tá ganhando dinheiro pra fazer aquilo. As capas beiram o absurdo, e seguem sempre a fórmula mulher + futebol + morte + notícia esdrúxula. Desafio você a acompanhar as imagens da capa no site. Até hoje, nenhuma fugiu desse esquema.


Suspeito que a equipe tenha errado feio na proposta do jornal. Correndo o risco de quebrar a cara, minha aposta é que o periódico – se não for reformulado – não leva mais de um ano em circulação. No meu mundo perfeito, o povo se juntava e fazia uma vaquinha pra pagar uma propaganda no letreiro luminoso da Av. Tancredo Neves: “A gente é pobre, mas não é Massa!”

"Rodeie-se de coisas e pessoas que te inspirem"

Postado por Vitor Sousa , segunda-feira, 25 de outubro de 2010 11:27

Eis um bom conselho para esta segunda-feira em que estou morrendo de vontade de blogar, mas não sinto a tal da inspiração batendo à porta.

A ilustração (e o conselho) são de Alex Noriega, cartunista espanhol que mantém o blog Stuff no one told me (but i learned anyway) - "Coisas que ninguém me ensinou (mas mesmo assim eu aprendi)".

Pois bem, inspirado em alguns bons blogs que vejo por aí, farei uma arrumação nesta minha casa de ideias. São elas:

Periodicidade das postagens: No início, eu me propus a escrever pelo menos três posts por semana. Como eu sou péssimo na arte de obedecer ao que me proponho, consegui o máximo de três posts a cada 15 dias. Agora farei o seguinte: postarei TODOS OS DIAS alguma coisa. (Quem sabe agora eu consiga meus três posts semanais?! - não tente entender... nem eu entendo!).

Assuntos: Pra não falar da mesma coisa todo dia, dedicarei cada dia a um tema geral. Por exemplo, toda segunda-feira - sob o risco de ser o dia menos visitado - falarei de mim (exatamente como estou fazendo agora!), às terças, livros... e por aí vai. Ainda não defini os dias para cada assunto, mas essa semana eu faço os testes (claro que, independente do assunto, sempre farei um link com a Teologia... afinal, esses são os óculos que uso para ver o mundo).

Vejamos o que acontecerá (ou não) durante a semana.
No mais, vida longa e paz!

A Brincadeira da Fé

Postado por Vitor Sousa , sábado, 25 de setembro de 2010 20:35


Eu já estava para descer do ônibus quando uma senhora (que conversava muito alto, diga-se) falou com a amiga ao seu lado:

- Minha sobrinha ganhou uma boneca linda! Você aperta, e ela reza o “Pai Nosso” todinho!

Nos poucos segundos que antecederam minha descida do ônibus, fiquei pensando no tanto de quinquilharia que é (e já foi) vendida com o “apoio” da fé. Não raro, são coisas de qualidade duvidosa – como o famigerado Refrigerante Jesus. Mas me parece que, quando o público alvo são as crianças, os produtores investem pesado no item bizarrice. Agora o time está completo (será?): os bonecos do Bibleman e Jesus ganharam a companhia dela, a boneca que reza o “Pai Nosso” todinho.

Meus pensamentos foram interrompidos pela resposta da amiga daquela senhora:

- Agora, vá ver o preço dessa boneca!

Nem de graça eu quero, minha senhora!

WALL•E – A Liberdade de Viver

Postado por Vitor Sousa , quinta-feira, 23 de setembro de 2010 00:36

“Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres” (João 8.36)


Quando eu tinha dez anos, e ainda podia me dar ao luxo de passar tardes inteiras simplesmente lendo quadrinhos, adorava me deparar com as histórias sem palavras. Sempre achei essas narrativas visuais uma excelente oportunidade de exercitar ainda mais a imaginação. Adorava a ideia de ter que redobrar a atenção para perceber os detalhes – porque, nessas histórias, são eles que mandam.

Dito isso, pode-se ter uma ideia do quanto me empolguei quando descobri que os realizadores de WALL•E, corajosamente, optaram por contar essa belíssima história com tão poucas palavras. O “silêncio” dos personagens desse filme nos faz atentar para a poesia visual que transborda de cada cena.

Como se isso não bastasse, cada vez que revejo esse longa, fico mais impressionado com a forma que o diretor e roteirista Andrew Stanton escolheu para fazer do pequeno robô, cujo nome intitula sua obra, o personagem mais humano da história do cinema (ok, eu assumo que exagero um pouco quando gosto muito das coisas). Paradoxalmente, um robô – cuja natureza e propósito consiste em seguir uma programação – passa a experimentar o prazer de abandonar sua rotina para descobrir o novo.

Viver é estar disposto a sair das rotinas para experimentar o novo.

Curiosamente, WALL•E é o único ser “vivo” dessa história. E é justamente ao abandonar sua zona de conforto que o personagem descobre, com grande espanto, que os seres humanos permitiram que a comodidade da rotina usurpa-se-lhes o único elemento que os faz seres vivos: a liberdade de escolher seus caminhos – aquilo que teologicamente chamamos de Livre Arbítrio.

O pequeno robô, encarnando o perfil do herói mítico na simplicidade frágil de seus atos, passa a resgatar a humanidade perdida dentro da espaçonave “AXIOMA”, deixando muito bem claro que temos em nossas mãos o poder para mudar nossa realidade. O personagem emana um tipo de vida tão “contagiosa” que, rapidamente, desfaz as rotinas daqueles que lhe cruzam o caminho.

Mesmo não sendo partidário da ideia de uma “queda para cima”, não posso deixar de notar que é exatamente por cair de suas “cadeiras provedoras” que a humanidade passa a experimentar a beleza do real e a emoção do relacionamento interpessoal. É caindo que o ser humano passa a ser gente.

Abrir mão do conforto da rotina nos levará, certamente, a quedas e tropeços. Entretanto, se é caindo que se aprende a andar, cabe-nos a tarefa de convertermos as quedas em acertos.

Penso no “Deus que se fez carne, e habitou entre nós”, Jesus Cristo, que nos convida para a maravilhosa aventura de usufruir da Vida que dEle brota. Para tanto, precisamos descer (cairmos mesmo!) dos “pedestais” de falsa santidade que nos impedem de ser gente, assumindo os ônus e os bônus que a liberdade de escolher nos proporciona. O exemplo é o dEle mesmo, que “não teve por usurpação ser igual a Deus, mas despojou-se a si mesmo, (...) fazendo-se semelhante aos homens” (Filipenses 2.6-7).

Deus, em Cristo, fez-se humano. Nós humanos, loucamente, queremos nos fazer Deus.

É hora de despertar do delírio que nos foi imposto como rotina. Precisamos, o quanto antes, romper os grilhões que nos aprisionam à rotina de sermos todos iguais. Desfazer a ilusão de viver num mundo ideal e passarmos a viver num mundo real, onde nossas escolhas podem fazer a diferença. Reconstruirmos uma Terra onde todos possam ser diferentes, mas que, nas suas diferenças, se completem.

Qualquer que experimente desta verdadeira vida jamais olhará céus e terra sem enxergar Novos Céus e Nova Terra. Você tem a coragem de fazê-lo?

Este blog não morreu...

Postado por Vitor Sousa , segunda-feira, 30 de agosto de 2010 14:45

A única função deste micro-post é dizer o que o título já disse.
É a mais pura verdade: este blog não morreu.
Quem morreu fui eu!
Quer dizer... na verdade, estou terminando de escrever meu Trabalho de Conclusão de Curso. Na prática, é como ter morrido para algumas coisas.

É isso.

Uma homenagem para o meu pai

Postado por Vitor Sousa , segunda-feira, 9 de agosto de 2010 17:53

Ontem resolvi transformar num pequeno conto uma das minhas memórias de infância.

Às vezes, fico pensando sobre o que me teria influenciado a gostar de escrever. Minha lembrança mais antiga acerca desse assunto é o episódio que segue abaixo. Já fazia tempo que eu queria registrar essa lembrança, então aproveitei a ocasião ontem.

Fica a minha homenagem e agradecimento ao meu pai.

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

A Cartinha
por Vitor Sousa

Todas as manhãs, o menino ligava a TV e assistia a seu programa favorito. O bacana mesmo era ver os desenhos animados, mas, entre uma animação e outra, a moça da TV fazia brincadeiras com a meninada da plateia, fazia propaganda dos brinquedos, convidava um artista mirim para cantar e sorteava cartas.

A moça assentava-se sobre centenas (talvez milhares) de cartas espalhadas no chão de sua nave espacial multicolorida, ajuntava um pequeno monte e lançava ao ar, agarrando a correspondência do felizardo do dia. O conteúdo das cartas parecia sempre o mesmo: um beijo para a moça, um breve comentário dos desenhos que mais gostava e um pedido de brinquedo. Os pedidos encantavam o menino porque eram sempre atendidos.

De repente, uma ideia ocorreu-lhe. Aquele brinquedo caro que passou no comercial, por que não arriscar a sorte e escrever, ele mesmo, uma cartinha para a moça fazendo seu pedido. Como não tinha pensado nisso antes? Lembrara, meio frustrado, ainda não sabia escrever direitinho.

A ideia já quase morria dentro de si, quando pensou: “vou pedir ajuda a meu pai!”.

O pai surpreendeu-se quando o menino saiu do quarto com uma folha e um lápis na mão. “Meu pai, o senhor me ajuda a escrever uma cartinha pra moça da TV?”, questionou assentando-se à mesa, empolgado.

- Que legal, filho! Você trouxe também a borracha?

- Não precisa... só tem que escrever um pouquinho.

- Mesmo assim, é bom pegar a borracha. – Diante do pedido, o menino obedeceu. Pegou a borracha, entregou ao pai e tomou novamente seu lugar e, ansioso, passou a escrever a sua cartinha.

“Mossa da televisaum...”, começou ele. “Olha só, filho...”, interrompeu o pai já no comecinho, “viu como é bom trazer a borracha... não é assim que se escreve ‘moça’... é com cê-cedilha. Apaga aí e escreve direitinho. ‘Televisão’, também não é assim... o final é com a, o e til. Apaga aí também”.

Por essa o menino não esperava. O pai aproveitou-se do seu pedido para lhe dar aulas de português. Assim era golpe baixo! O menino ainda tentou passou o comando do lápis para o pai, mas já era tarde. “Não, meu filho... escreva você mesmo. Tá ficando muito bom”.

Hoje o menino nem lembra mais de tudo que escreveu. Mas tem plena certeza de que caiu em todas as armadilhas da “última flor do Lácio” antes de terminar sua cartinha. Ele ainda lembra que assistia a todos os programas da moça da TV torcendo para que sua cartinha fosse sorteada. Em certo momento chegou a duvidar se a correspondência realmente foi enviada para o programa. Mas, coincidência ou não, o pai acabou comprando-lhe o brinquedo que queria.

O menino, hoje vivendo na cabeça de um homem já crescido, fica pensando sobre tudo que aprendeu naquele dia.

Primeiro o pai lhe ensinou que os erros fazem parte da caminhada humana, mas a gente precisa mesmo é ter a coragem de carregar a borracha para apagar o que não saiu direitinho. No final das contas, a vida é mesmo tabula rasa onde a gente vai escrevendo nossas histórias. O bacana mesmo é aprender com os próprios erros. “Errar é humano”, repetia sempre o pai, “repetir o erro é que é burrice”, completava.

Depois mostrou ao menino que, pra quem quer “roçar a língua na Língua de Luís de Camões”, é preciso ter respeito – ainda que seja pra escrever uma cartinha. E não é que o menino tomou gosto pelo negócio.

Naquela época, o menino pensou que era um tremendo azarado por não ter visto sua carta sorteada pela moça da TV. Hoje ele sabe que foi sortudo demais, e agradece, por ter tido um pai que lhe ensinou a escrever aquela cartinha.

Talvez, se a história tivesse sido diferente, hoje o menino não entregaria essa cartinha nas mãos do pai.

Coisas que só nerds entendem...

Postado por Vitor Sousa , quarta-feira, 28 de julho de 2010 09:36



Vi aqui.

Chato demais...

Postado por Vitor Sousa , sábado, 24 de julho de 2010 14:30

Guardei essa tirinha para postar quando não tivesse o que (ou ficasse sem tempo) de postar.

Passei a semana inteira tendo o que postar, mas sem tempo de fazer nada.
Hoje que eu tenho tempo, não tenho o que postar. Eis a tirinha (clique para ampliar):


Vi (há muito tempo) no Vida Besta.

Legalizado

Postado por Vitor Sousa , quinta-feira, 15 de julho de 2010 08:18


Vi aqui.

O caso Bruno/Eliza e a escandalosa Graça de Deus

Postado por Vitor Sousa , quarta-feira, 14 de julho de 2010 08:28

Ontem eu conversava com meu amigo, e colega de curso, Danilo Ferreira e ele me falava de suas inquietações acerca do batido (e rebatido pela imprensa) caso Bruno/Eliza. A conversa acabou se transformando num excelente texto que Danilo me encaminhou por e-mail. Como ele (ainda) não possui um blog, divulgo-o aqui.

- - - - - - - - - - -

O CASO BRUNO – ELIZA E A ESCANDALOSA GRAÇA DE DEUS
Por Danilo Ferreira Gomes

Todos nós estamos chocados com o brutal assassinato, com requintes de crueldade, da modelo Eliza Samudio, encomendado pelo seu ex-namorado e goleiro Bruno Fernandes de Souza. Faço coro com todas as pessoas que revoltadas vociferam: “Um crime desses não pode ficar impune; a justiça tem que ser feita!” Sou solidário com a família enlutada. É realmente lamentável ver o trágico fim de uma jovem que ainda estava tão cheia de vida! Até quando a violência contra as mulheres? Até quando os poderosos ficarão impunes? Até quando a covardia e a injustiça? Qual a medida de punição mais justa para um crime tão hediondo? Em meio a estes questionamentos lembrei-me da graça de Deus revelada em Jesus de Nazaré!

Isto mesmo, a graça, a maravilhosa graça, o amor incondicional de Deus pelos seres humanos! Tendo agora a graça de Deus em mente, fui acometido por outros pensamentos. Como será que o Deus revelado na face de Jesus olha para o Bruno? Como eu devo olhá-lo uma vez que fui tocado pelo incomensurável amor de Deus? Alguns textos bíblicos saltaram em minha cabeça:
“...O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração” – I Samuel 16.7b

“Vinde então, e argui-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.” – Isaias 1.18

“Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” – Isaias 53. 4,5

“Os sãos não necessitam de médico, mas sim os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores.” – Marcos 2.17

“Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.” – Lucas 19.10
Outros tantos poderiam ser citados, mas estes são suficientes para me levar à conclusão de que os teólogos estão certos quando dizem que “a graça é um escândalo”! Como pode Deus perdoar o imperdoável? A graça fere o nosso senso de justiça. Nós exigimos que o culpado pague o preço pelo erro que cometeu. Para nós, é inadmissível que um criminoso seja simplesmente perdoado. Não faz sentido uma coisas dessas. Mas é exatamente isto que a graça faz. Deus perdoa e restaura o mais miserável de todos os pecadores, e isso, vale inclusive para o Bruno! Certamente alguns me perguntariam: É simples assim? De graça? Não custa nada? Não precisa pagar nada? E eu respondo com as palavras do Philip Yancey, encontradas no livro Maravilhosa Graça:
“A graça não custa nada para os beneficiários, mas tudo para o doador. A graça de Deus não é uma exibição de sua ‘bondade’, pois custou o exorbitante preço do Calvário (...). A graça é gratuita apenas porque o próprio doador pagou o preço (p. 61, 62).
Sei que vou correr o risco de ser considerado um insensível, mas, querem saber de uma coisa? A Eliza está morta! Quem está vivo é o Bruno! Pronto, falei! Por mais que eu também tenha ficado indignado com esse crime e por mais que eu deseje que a justiça seja feita, crendo que Deus é o Deus dos vivos e não dos mortos (cf. Mateus 22.32 e Lucas 20. 38), o Evangelho não me deixa alternativa a não ser orar para que a graça de Deus alcance o Bruno. O pastor Ed René Kivitz está certo quando, parafraseando o apóstolo Paulo, afirma que a nossa luta é contra o mau e a maldade e não contra os malvados. Quando ansiamos pela destruição dos malvados expomos a maldade que se esconde em nosso próprio coração! Sei que para muitos tudo isso que disse é um tremendo absurdo, mas Paulo já havia advertido que “a mensagem da cruz é loucura para os que perecem, mas, para nós, que somos salvos é o poder de Deus” – I Coríntios 1.18.

Conversando com o meu caríssimo amigo Vitor Sousa sobre esse triste caso, ele, num insight de inspiração divina, ou, para ser mais ortodoxo, de iluminação divina, soltou a seguinte pérola: “a graça quer transformar monstros em gente”. Concordo plenamente com ele. É verdade que o Bruno se comportou como um monstro, completamente bestializado. Mas é mais verdade ainda que Jesus Cristo pode derramar sobre ele o amor de Deus e dar-lhe uma chance de ser gente de verdade. Apesar da aparente insensibilidade que o Bruno demonstrou pela TV, imagino que ele deve estar psicologicamente destruído e atormentado pela culpa e pela condenação em massa. Oro para que Deus lhe dê a oportunidade de ouvir as doces e esperançosas palavras de Jesus:
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e meu fardo é leve." – Mateus 11. 28 – 30.
Se Ele abrir o coração para a graça, o amor e o perdão incondicionais de Deus, poderá cantar o tradicional coro cristão:
“Graça, que maravilhosa graça, é imensurável e sem fim; é maravilhosa, é tão grandiosa, é suficiente para mim; é maior que a minha iniquidade, é revelação do amor do Pai; o nome de Jesus engrandecei, e a Deus louvai!”
Eu realmente espero que isso aconteça, pois nada, nem mesmo a morte, deve ser pior do que passar o resto da vida consumido pela culpa. Apesar de escandalosa, a graça de Deus me fascina, tanto porque dependo dela para sobreviver, como o ar que eu respiro, visto que sou tão pecador quanto o Bruno, como por causa do seu caráter subversivo, que ignora completamente o sistema de justiça retributiva desse mundo e opera pelo misterioso, insondável e irresistível amor de Deus.

Maravilhosa graça...

E a parte branca?

Postado por Vitor Sousa , sábado, 3 de julho de 2010 15:02

Sentindo falta da parte branca?


O governo argentino doou ao Maradona pra consolá-lo.

O Pequeno Príncipe

Postado por Vitor Sousa , quarta-feira, 30 de junho de 2010 14:18

Mês passado eu tive a oportunidade de rever o filme "O Pequeno Príncipe". Aí eu me lembrei que, no meu antigo blog, eu já tinha escrito alguma coisa sobre o livro. Fucei lá nos antigos posts e resolvi ressussitar esse porque continuo pensando igualzinho à época em que escrevi.

- - - - - - - - - - - - - - -

O Pequeno Príncipe (em 20 de março de 2007)
Não sei se com vocês é assim, mas um bom livro - daqueles que você faz questão de dizer pra todo mundo que leu - me conquista nas primeiras palavras. Uma vez me dei mal com isso: numa livraria, estava em dúvida se levava ou não um livro e resolvi ler o começo do bendito... resultado: o início era muito bom e me conquistou, mas o resto do livro era uma merda!

Ainda bem que esse livro de Antoine de Saint-Exupéry não me decepcionou!

Eu me apaixonei perdidamente pela dedicatória do autor para seu amigo, a qual transcrevo, na íntegra, abaixo:

"A LÉON WERTH

Peço perdão às crianças por dedicar este livro a uma pessoa grande. Tenho uma desculpa séria: essa pessoa grande é o melhor amigo que possuo no mundo. Tenho uma outra desculpa: essa pessoa grande é capaz de compreender todas as coisas, até mesmo os livros de criança. Tenho ainda uma terceira: essa pessoa grande mora na França, e ela tem fome e frio.


Ela precisa de consolo. Se todas essas desculpas não bastam, eu dedico então esse livro à criança que essa pessoa grande já foi. Todas as pessoas grandes foram um dia crianças (mas poucas se lembram disso). Corrijo, portanto, a dedicatória:


A LÉON WERTH

QUANDO ELE ERA PEQUENINO"


Talvez você pense: "O que tem demais nesse texto pra alguém se apaixonar por ele?"

Acontece que, pra mim, ele confirma uma teoria que venho "ruminando" na mente há algum tempo: quando crescemos, tendemos a esquecer que fomos crianças; deixamos morrer todas as lembranças de como encarávamos o mundo nessa época (Ok, esse sou eu em 2010 falando. Freud já tinha dito isso 1 milhão de anos antes de mim, mas em 2007 eu pensei ter descoberto a pólvora. Relevem).

Ainda não entendeu? Então deixa eu te contar duas histórias...

Numa das oportunidades que tive de ir à Bienal do Livro para divulgar o stand do Xaxado, fiquei distribuindo folhetos e convidando as pessoas para conhecerem melhor nossos livros. Avistei uma família - um senhor de meia idade, sua esposa e seus filhos, uma moça e um rapaz, que não aparentavam ter mais de 20 anos. Prontamente entreguei um folheto ao senhor e fiz o convite. Qual foi sua resposta? "Não... obrigado... meus meninos já estão bem crescidinhos".

Pouco tempo depois, participei de um amigo secreto, e escolhi para presentear um dos livros que mais gosto, O Cabrito Encantado. Qual não foi minha surpresa quando a pessoa presenteada abriu o pacote!!! Quando olhou pro livro, exclamou, com um misto de satisfação e desdém: "O Cabrito Encatado????!!???!!???? Pôôôôôôô.... fala sério! Fulana, você, que gosta de história de criança, não quer não?!"

Percebeu?

É por isso que eu concordo com Saint-Exupéry, as pessoas grandes não são capazes de compreender todas coisas, nem mesmo um livro de criança.

Preciso pedir perdão às crianças por esses dois erros que cometi. Mas, ao mesmo tempo, tenho um motivo para continuar a cometê-los.... vou continuar procurando por gente grande que compreenda livros infantis.

Se você encontrar alguém assim por aí, me avise...

Roberto Diamanso, o Menestrel

Postado por Vitor Sousa , sábado, 26 de junho de 2010 10:11

Distante dos holofotes da música gospel vivem grandes artistas que optam por não se encaixarem nesse rótulo. Um deles, que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente no Rio de Janeiro, é Roberto Diamanso - cantador nordestino que soube muito bem converter sua cultura num instrumento que ampliasse a força da sua mensagem.

Diamanso é pai de 13 filhos (3 biológicos e 10 adotivos) e dirige, ao lado da esposa, a Associação Projeto Peregrino que atende crianças carentes e suas famílias, moradoras na região de Cabuçú, Guarulhos, oferecendo atividades de reforço escolar, apoio pedagógico, educação cristã, oficinas de artes, esportes e linguagens.

Aqui, compartilho a faixa que dá título ao primeiro álbum desse excelente músico: Menestrel.



(Para conhecer mais do trabalho de Roberto Diamanso, recomendo os especiais do programa Sons do Coração aqui e aqui.)

A imagem das eleições na Bahia

Postado por Vitor Sousa , quinta-feira, 24 de junho de 2010 08:04

Uma charge de Cau Gomes no A Tarde de terça passada (22/06). Pra mim, é o melhor retrato das eleições na Bahia.

Consulta Nacional da FTL-B no Rio de Janeiro

Postado por Vitor Sousa , quarta-feira, 23 de junho de 2010 11:28

No início desse mês, mas precisamente no feriado de Corpus Christi, eu tive a grata oportunidade de visitar o Rio de Janeiro para participar da Consulta Teológica da Fraternidade Teológica Latino-Americana - setor Brasil (FTL-B).

O evento, que reuniu 300 participantes de 19 estados brasileiros representando diversas denominações evangélicas, se propôs a pensar os "caminhos, descaminhos e novos desafios para a Missão Integral no Brasil" e, ao meu ver, fez isso muito bem. O olhar para o passado, posso dizer, foi a tônica das principais falas. Contudo, não havia nostalgia nesse olhar e sim um desejo verdadeiro de avaliar esses caminhos em busca de novos desafios.

A Consulta foi verdadeiramente um encontro de gerações. Como ressalta o texto de Wilson Costa no site da Fraternidade, ali estavam "fundadores da FTL-B, gerações intermediárias e um grande número de jovens, representando a nova geração de pensadores" convivendo fraternalmente.

Não tenho como mensurar o quanto aprendi naquele lugar. Como me disse um professor antes da minha ida: "um evento assim é o equivalente a seis meses em sala de aula". Pude evidenciar isso na quinta-feira (03/06) onde, em menos de 12 horas, ouvi nada menos que 14 pessoas explanando seus olhares teológicos sobre as mais diversas situações do nosso País.

"O discurso convence, mas os gestos arrastam", ressaltou Odja Barros (vice-presidente da FTL-B) em sua fala. Acho mesmo que eu sou prova disso. Embora esteja completamente convencido sobre o que fazer, foram os testemunhos das atuações em Alagoas, Pernambuco, Paraná e São Paulo que me mostraram como fazer missão integral.

Enfim (eu demorei, reconheço), quero compartilhar algumas imagens desse evento.


Ele escolheu ser o resto

Postado por Vitor Sousa , sábado, 19 de junho de 2010 10:54

O vídeo abaixo ainda nem tinha terminado e eu já tinha decidido postá-lo aqui no blog. Pensei em nem comentá-lo. Só postar e divulgar... mas com qual título? Difícil demais. Não que eu não conseguisse sintetizar o que foi falado. O problema não é esse. O problema é que, a cada minuto, Eduardo Marinho me presenteava com uma frase melhor para encabeçar este texto.

O vídeo já ia terminando, minha agonia já ia aumentando, até que Eduardo, ao analisar a "elite" (não ignorem as aspas!) , concluiu seu belíssimo discurso dizendo que "a solidariedade pra eles é grupal. É 'eu e o meu grupo... o outro é o resto'. O resto somos nós. Eu prefiro fazer parte do resto"!

Nem era meu plano inicial, mas não tem jeito... vou falar de Bíblia. (Tudo bem, eu libero você pra ver o vídeo antes, mas vou falar de Bíblia ainda assim).



"Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. e, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!" (Filipenses 2.5-8, NVI).

Eduardo Marinho, você não foi o primeiro a escolher ser resto. Minha esperança é que muitos tenham a coragem de seguir esse exemplo... e que comece por mim.

(Esse vídeo eu vi no excelente blog de Paulo Brabo, A Bacia das Almas)

Saudemos a África

Postado por Vitor Sousa , sexta-feira, 11 de junho de 2010 09:31

Antes de tudo, uma explicação importante: eu não abandonei o blog! Passei uma semana no Rio de Janeiro e espero fazer um post da viagem "antes que o dia termine".

Agora, sim... SAUDEMOS A ÁFRICA.

O mundo volta os olhos para a África do Sul. É Copa do Mundo - pra alegria de quem ama, pra desespero de quem odeia - e não se fala mais de outra coisa nos noticiários, nas propagandas, nos jornais, nas revistas, nos sites, nos blogs... é Copa!

Minha forma de homenagear este evento é através da música O Leãozinho (de Caetano Veloso, no maravilhoso arranjo do grupo vocal Banda de Boca) neste exato momento em que a seleção Sulafricana entra em campo para iniciar a primeira partida do mundial.

Que vença o melhor! (mas hoje eu tô torcendo mesmo é pela África do Sul)


Sobre o tempo... - Crombie

Postado por Vitor Sousa , terça-feira, 1 de junho de 2010 16:03

Há alguns meses, entre uma e outra navegação na internet, "esbarrei" com a banda carioca Crombie.

A princípio, não dei muita trela pra conferir o som dos caras. Mas, desde o dia em que vi o nome da banda em algum site, uma espécie de conspiração cósmica se iniciou, de maneira que a palavra "Crombie" tornou-se constante onde quer que eu navegasse.

Decidi conferir o MySpace e me assombrei com a qualidade da música que a banda faz. Harmonias simples, melodias singelas, letras que transpiram poesia... e, como se isso não bastasse, o Crombie consegue ser biblicamente coerente em sua arte sem precisar recorrer aos clichês do odioso cenário Gospel nacional.

Resumindo: Crombie é a banda que eu sempre quis fazer parte. Não teve jeito, viciei. Não sai mais do meu MP3.

Chega de falar. Fiquem com Sobre o tempo...


Criador

Postado por Vitor Sousa , sábado, 29 de maio de 2010 11:43

Pensava se deveria aventurar-se naquele novo mundo... desistiu de criá-lo.

Sacanear o Presidente, vale?

Postado por Vitor Sousa , sexta-feira, 28 de maio de 2010 08:00


A primeira vez que vi o outdoor da foto acima, fiquei a pensar: "Que tipo de mensagem uma faculdade deseja transmitir quando usa a foto de um presidente que nunca fez faculdade?"

Não me entenda mal. Sempre fui petista, e nunca me incomodou o fato de Lula não ter diploma. Acredito mesmo que, em alguns casos, o diploma diz pouca coisa. Mas não quero entrar no mérito dessa questão no momento.

Não sei se estou certo na minha leitura, mas o que fica nas entrelinhas da frase "VOCÊ TAMBÉM PODE", destacada na propaganda, é algo do tipo: "Se o Lula, que nem estudou, virou Presidente, imagine se você fizer uma faculdade!"

Diz aí... é impressão minha, ou sacanearam mesmo o Presidente?

OLIVER TWIST - O poder de se tornar filho

Postado por Vitor Sousa , quarta-feira, 26 de maio de 2010 23:00

“Mas, a todos que o receberam, deu-lhes o poder serem feitos filhos de Deus...” (João 1.12)


No meio cinematográfico, uma prática que já se tornou corriqueira é a adaptação. Não raro, uma obra literária, ou um espetáculo de teatro, desperta a criatividade de um cineasta, que se sente compelido a “trazer à vida” personagens que povoam o imaginário de centenas de leitores. É o caso desse nosso Oliver Twist, clássico do escritor britânico Charles Dickens.

No interior da Inglaterra do século XIX, sob os maus tratos de uma duvidosa instituição de “apoio” a menores abandonados, vive o pequeno Oliver. Como todo órfão, o garoto nutre a esperança de encontrar uma família que o receba e acolha. Sem sucesso, ele decide aventurar-se numa fuga, que quase lhe custa a vida, para tentar a sorte na cidade grande – Londres. Frente à dura realidade de uma metrópole, Oliver revela-se um completo inocente que, diante da calorosa promessa de lar e comida, não percebe que está se envolvendo com o bando de vagabundos mirins liderado pelo ambicioso Sr. Fagin e seu comparsa Bill.

De fato, o bando cumpre sua promessa, mas cobra do protagonista um certo preço. Oliver é, então, instruído na “arte” – segundo o velho Fagin – de bater carteiras. Devidamente treinado, o garoto é lançado em sua primeira missão. Sem a experiência dos mais velhos, Oliver é surpreendido no ato do roubo, apanhado e levado ao tribunal (isso mesmo, as crianças recebiam o mesmo tratamento que um adulto!). No momento do julgamento, o bondoso Sr. Brownlow – de quem Oliver tentara roubar a carteira –, tomado de compaixão, decide retirar a queixa contra o garoto e levá-lo para sua casa. Ali, pela primeira vez na vida, o pequeno órfão tem contato com o conforto de um lar, recebendo do Sr. Brownlow carinho, cuidado e confiança.

Quando olhamos para essa história, inevitavelmente trazemos à memória a condição espiritual da humanidade. Poderíamos dizer que o pequeno Oliver é uma representação do homem no seu estado mais puro. Assim como ele ansiava por uma família, o ser humano tem “sede de Deus”. É fato: nunca se registrou, na história da humanidade, civilização alguma que fosse desprovida de crenças religiosas. Como explicar essa necessidade de estar apegado a um ser superior? O salmista, compreendendo esta realidade, afirma: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo” (Sl. 42.2a).

Sim... todos nós, como o pequeno Oliver, estamos à procura de um “Pai”. E, nessa busca, temos atravessado a existência criando deuses, que muito nos exigem e pouco nos oferecem, e religiões, que até nos confortam, mas que nos aprisionam em seus dogmas e legalismos. Assim, cada um segue pelo seu próprio caminho, agindo como acredita ser correto, sem perceber que tem andado tão perdido quanto uma ovelha desgarrada (Is. 53.6). Em todo esse tempo roubamos do único Deus Vivo a glória devida ao Seu nome, e, por direito, merecíamos o castigo nos era imposto pela Lei Divina.

Entretanto, o Deus Vivo age em nosso favor para modificar essa história. “Habitarei no meio deles e viverei com eles: serei o seu Deus e eles serão o meu povo” (2Co 6.16c). Sem se importar com nossos descaminhos, Ele derrama em nossas vidas sua compaixão sem fim, anulando toda dívida que sobre nós recaía, como fez o Sr. Brownlow. Pelo Seu amor, manifesto na pessoa de Jesus Cristo, Ele nos concede muito mais do que merecemos, exigindo em troca apenas um coração sincero que lhe retribua amor e honra. Findou-se a nossa busca. É Ele o “Pai” que tanto procurávamos, e de Suas mãos recebemos o poder de nos tornarmos filhos Seus.

Ao contemplarmos essa realidade, cientes de todas as falhas que cobrem o nosso passado e da imensidão do perdão que agora superabunda nossas vidas, outra vontade não temos senão exclamarmos como o Apóstolo Paulo: “O amor de Cristo nos constrange” (2Co 5.20).

O Fim Está Próximo

Postado por Vitor Sousa , sexta-feira, 21 de maio de 2010 18:43

O mundo aguarda, ancioso, o último episódio do seriado que revolucionou a história da TV mundial: LOST.

Como se não bastasse a grande história que esses caras têm nos contado desde 2004, a série revelou talentos em todas as áreas da produção televisiva/cinematográfica. Prova disso é o trabalho espetacular do compositor Michael Giacchino, que foi contemplado esse ano pela belíssima trilha de UP.

Pra começar bem o fim de semana, e pra começar a se despedir de LOST, a música Distraught Desmond.


Nas Tuas mãos, minhas vontades

Postado por Vitor Sousa , quinta-feira, 20 de maio de 2010 23:23

(Texto inspirado em Mateus 6.10)

Quando prosseguimos na aventura de colocar nosso futuro nas mãos de Deus, passada a fase da ansiedade, surgem os questionamentos acerca da vontade de Deus.

Um dos maiores dilemas da vida cristã é aquele que diz respeito à vontade pessoal versus vontade de Deus. Todo cristão já se deparou com alguma situação onde precisou se perguntar: “será esta a vontade de Deus pra minha vida?”

O pastor Ed René Kivitz (fonte sobre a qual me debrucei para compor esse texto), fazendo uma análise dos aconselhamentos que fez em seus mais de 20 anos de ministério à frente da Igreja Batista de Água Branca, diz que 90% das pessoas que ali chegam querem na verdade de Deus pras suas vidas. “Todos gostaríamos que alguém decidisse por nós o que é a vontade de Deus para nós”, diz ele.

O texto de Mateus 6.10 faz parte da oração sacerdotal de Jesus, onde ele não apenas nos ensinou a orar, mas transmitiu aos seus discípulos toda a sua visão de mundo, toda a sua Teologia.

O que devemos, então, nos questionar é: o que Jesus pretende nos ensinar acerca da vontade de Deus quando a menciona em sua oração?

Primeiro, precisamos entender de que vontade Jesus está falando. Para os teólogos existem três vontades que podemos definir como vontades de Deus.

Vontade Soberana: Aquela que se realiza independente da minha ou da sua vontade. São situações que não deixam margem para escolhas humanas. A título de exemplo, poderia citar situações da vida dos profetas Jonas e Jeremias, ou mesmo do próprio Jesus.

Vontade Moral: Essa diz respeito às orientações morais de Deus. É a forma como Deus gostaria que agíssemos: não matarás, não mentirás, não cobiçarás etc. Nesses casos, não há necessidade de orar para descobrir o que fazer, essa vontade já está muito claramente exposta na Bíblia. O conflito aqui não é por não saber, mas por não querer (ou não ter forças suficientes para) fazer.

Vontade Específica: Essa é aquela que cantamos, de que “Deus tem um plano pra cada criatura”. O que quero deixar claro aqui é que essa terceira definição teológica da vontade de Deus simplesmente não existe. Vontade específica de Deus não existe!

Quem pensa contrário a isso, tem então que acreditar em destino, horóscopo etc, jogar no lixo a ideia de livre arbítrio e viver somente para realizar o que já foi predito. Não existe, por exemplo, um emprego que Deus tenha preparado para você. Ou uma pessoa específica com quem você deva casar. Não se ora a Deus pedindo que Ele revele essas coisas.

Busca-se a Deus para adquirir sabedoria, discernimento para, ao observar as opções, decidir por aquela que mais combine com sua personalidade, sem deixar de observar, contudo, se ela se encaixa dentro da vontade moral de Deus.

Para Kivitz, Deus cuida dos seus como um rei, um pastor e um pai: O rei estabelece o padrão moral e deixa que seus súditos tenham seus estilos de vida; o pastor estabelece os limites no horizonte onde suas ovelhas podem transitar e deixa que elas pastem a vontade; o pai pode até aconselhar, mais quem decide mesmo é o filho.

Temos assim liberdade de escolha, mas isso é bem mais difícil. O que a gente quer é que alguém nos diga “faça isso”, porque na hora em que der errado, a culpa é de quem nos falou pra fazer, mesmo que esse alguém seja Deus.

Por isso, Jesus não está pedindo pela vontade soberana de Deus – esta já se realizará. Ele também não está falando de vontade específica – isto seria como transformar todas as pessoas em robôs programados para obedecer. O que Ele está a pedir é que Deus implante entre nós o Seu Reino, onde todos são livres, mas estão sujeitos à Sua soberania, onde cada um escreva sua história mas que o faça sem ferir o caráter de Deus.

Cristo ora para que a sujeição do coração do homem seja voluntária. Seja qual for a história de alguém, que haja a escolha de adequar o seu coração, a sua vontade, dentro dos horizontes que agradem a Deus.

Concluindo, a vontade de Deus é a expressão do caráter de Deus. Quando compreendemos Sua proposta de Reino, onde todas as coisas são feitas de uma forma que Lhe agrade, somos impulsionados a adequar nosso coração à Sua vontade. Isto é, ao Seu padrão de vida, às Suas orientações morais.

O papel de Deus não é predestinar o nosso caminho, ele não decide qual será o nosso próximo passo, Ele nos concede liberdade para decidirmos o quê fazer, mas esclarece-nos, pela Sua Palavra, como devemos fazer. Quanto mais adequamos nosso coração ao coração de Deus, mais do caráter de Deus estará se formando em nós e menos dilemas morais enfrentaremos.

Continue escrevendo sua história, mas seja responsável, ore para adequar o seu coração ao de Deus. Só assim você sentirá o descanso de caminhar nos “pastos verdejantes” do Pastor Amado.

Leia também:
Nas Tuas mãos, minhas ansiedades

Mania Irritante

Postado por Vitor Sousa , segunda-feira, 17 de maio de 2010 15:55

Eu odeio ter alguém dando pitaco enquanto eu tô trabalhando em alguma coisa.

Pode ser até um "defeito de fábrica" meu, mas me irrita profundamente ter que ficar explicando pro "pitaqueiro" que eu AINDA estou trabalhando. Se a coisa não tá pronta pra receber "auxílios técnicos", não adianta que eu não vou mudar meu projeto.

Agora, pior do que isso é quando alguém (leia-se: cliente) te dá a "liberdade" para usar a criatividade e, depois da coisa pronta, aparece com aquele famigerado "veja bem..."

Navegando por aí, encontrei um vídeo que retrata muito bem essas duas situações . Apesar do tom hilariante, situações como essa acontecem com uma frequencia que a gente nem imagina.



Em momentos como esse, eu sou obrigado a exercitar minha paciência pra não dizer umas poucas e boas.

Os Goonies e o E.C.Bahia

Postado por Vitor Sousa , sábado, 15 de maio de 2010 18:22

Faz tempo que eu não fico em casa num sábado a tarde. É bom ficar um pouco em casa (ainda mais quando se está convalescente de uma gripe forte).

Sem muito o que fazer, arrisquei-me a assistir TV... a TV aberta nos fins de semana é um lixo (só fins de semana? rs). Mas a sorte sorriu pra mim hoje. Guardadas as devidas proporções, é mais ou menos como se eu ganhasse na loteria.

Num só dia, tive a oportunidade de ver duas coisas que fizeram parte da minha infância.

Primeiro, logo que liguei a TV, zapeei (mania antiga) e reconheci as cenas inconfundíveis de Os Goonies no SBT. Cara, Os Goonies foi um dos poucos filmes que meu pai deixou que eu dormisse mais tarde pra assistir. Marcou demais minha infância de "menino maluquinho". Sorte demais! Mas o melhor estava por vir.

Quando o filme terminou, tornei a zapear e caí no jogo do "mô Baêa". Não é que tenha tanto tempo sem ver um jogo do meu time. Mas o jogo de hoje (2 a 1, de virada) me fez lembrar do magnífico "BA-VI" de 1994 onde, depois que toda a torcida já tinha perdido as esperanças, o Tricolor de Aço levou a taça do campeonato pra casa com o gol de Raudinei, aos 43 minutos do 2º tempo.

Que sábado maravilhoso pra ver televisão!

Por motivos de força maior...

Postado por Vitor Sousa , sexta-feira, 14 de maio de 2010 14:32

Hoje eu tinha progamado dois posts bem legais pra "fechar" a semana. Como "nem tudo é como a gente quer", acordei um tanto febril, e a bagaça só fez piorar.

Só agora tive ânimo pra levantar do sofá e pegar o computador, mas não tenho nenhuma vontade de escrever.

Mas ainda há uma esperança. A semana só termina amanhã. Espero mesmo que esteja melhor.

A VILA - Um lugar sem dor

Postado por Vitor Sousa , segunda-feira, 10 de maio de 2010 16:55

“E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor.” (Ap. 21.4)
Quando idealizei esta série de vídeo reflexões, muito empolgado com a ideia, tentei listar mentalmente alguns filmes que poderiam servir de “solo fértil” para meus textos. Não foram necessários muitos milionésimos de segundos para que A Vila (de M. Night Shyamalan, 2004) estivesse no topo da lista. Por certo, o fato de ser esse um dos meus filmes prediletos influenciou a escolha. Contudo, mais do que isso, pesou sobre a decisão o fato d’A Vila ser um daqueles filmes que, ao final, faz a mente do espectador mais atento fervilhar de ideias.

Assim, não acreditando que esse texto seja capaz de esgotar todas as possibilidades reflexivas que o filme oferece, focarei apenas um dos muitos aspectos que me chamam atenção na película.

Antes de prosseguir, devo advertir que, em todos os textos que escreverei, partirei do pressuposto de que todos JÁ ASSISTIRAM ao filme. Se este não for o seu caso, recomendo que PARE DE LER AGORA, ASSISTA O FILME e, só então, RETOME A LEITURA.

Passemos então ao filme. No início da história somos apresentados a uma simpática e bucólica vila do século XIX. Apesar do ambiente de paz reinante, a presença de assustadoras criaturas habitando a floresta vizinha à vila assombra os moradores desta. Um acordo, firmado há muitos anos, entre as criaturas e os moradores mais antigos (chamados de Anciões) é a garantia de uma convivência sem ataques... desde que se respeitem algumas regras; dentre elas, os moradores da vila não podem, em hipótese alguma, ultrapassar os limites da floresta.

A trama, por si, seria mais que suficiente para qualquer filme de suspense. Contudo, o trunfo da fita é sua reviravolta final: a vila, as criaturas e, principalmente, as regras são os frutos enganosos de um acordo secreto dos Anciões. Estes, carregando em comum histórias onde a violência ceifou-lhes entes queridos e querendo “um mundo melhor” para seus descendentes, decidiram isolar-se do mundo atual num lugar onde a dor não mais pudesse alcançá-los. Para tanto, criaram a bucólica vila e, para manter suas crianças longe do perigoso mundo, inventaram os monstros e regras que os aprisionavam ao lugar.

Desnecessário é dizer que o sonho dos Anciões, de manter afastada a dor, não subsistiu por muito tempo. Logo nas primeiras cenas do filme, presenciamos a dor de um pai ao enterrar seu jovem filho acometido de uma doença fatal. A doença seria evitada se eles tivessem quebrado as próprias regras para, atravessando a floresta, encontrarem facilmente os medicamentos na cidade grande. Assim, todos experimentaram, também na vila, suas próprias dores.

O curioso é perceber como nós também somos impelidos a criar nossas próprias “vilas”. Estes “lugares imaginários” nos dão a falsa idéia de, por sermos cristãos, estarmos a salvo dos contratempos da vida. Acreditamos que todo tipo de dor permanecerá distante de nossas caminhadas. Esta perigosa distorção da realidade faz com que, de um modo geral, quando chega a dor, muitos revoltem-se e blasfemem contra o próprio Deus.

O convite de Cristo é que, em meio às muitas aflições do mundo em que vivemos, sejamos capazes de experimentar “...a paz de Deus, que excede todo entendimento...” (Fp. 4.7), uma paz que não está condicionada às circunstâncias desta vida... uma paz que nasce da certeza de que ele venceu o mundo (Jo. 16.33), e que nos “...enxugará dos olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem luto, nem dor...” (Ap. 21.4), porque habitaremos para sempre com Ele... e com certeza não será numa vila.

Animal

Postado por Vitor Sousa , quarta-feira, 5 de maio de 2010 16:32

Faz uns 15 dias que assisti "Onde Vivem os Monstros" (falarei dele futuramente) e fiquei impressionado com o trabalho da artista Karen O, que compôs a trilha sonora do filme. As músicas funcionam em perfeita harmonia com o clima do longa e os sentimentos do personagem principal.

A faixa "Animal" é um excelente exemplo desse primoroso trabalho.

Nas Tuas mãos, minhas ansiedades

Postado por Vitor Sousa 15:21

(Texto inspirado em Mateus 6.25-34)

O mundo pós-moderno nos impõe um turbilhão de exigências em todas as áreas da vida. Família, estudos, namoro, carreira profissional... tudo exige nossa decisão! Naturalmente, começam a surgir questionamentos, incertezas, dúvidas... “Será que vai dar certo?”.

São desses momentos de incertezas que nascem as ansiedades. Na definição do Aurélio, ansiedade é o “estado emocional angustiante... em que se preveem situações desagradáveis, reais ou não”. Por, obviamente, não conhecermos o que o futuro nos reserva, damos asas à nossa imaginação e passamos a especular como as coisas se desenrolarão. Daí nos deparamos com as possibilidades desagradáveis. Tal exercício imaginativo gera, em nós, uma angústia tão profunda que termina por desencadear uma série de outros “sintomas” maléficos até mesmo à nossa saúde física.

Esse, sem dúvida, é o passo que está destinado à nossa geração. Quer um exemplo? Uma pesquisa divulgada em janeiro desse ano “indicou que cinco vezes mais estudantes americanos sofrem ansiedade e outras desordens mentais na comparação com jovens de mesma idade do final da década de 1930”. Acredito que esse resultado possa ser aplicado facilmente a outras partes do mundo moderno. A verdade é que nunca fomos tão ansiosos!

Ainda assim, este não é um mal apenas da nossa sociedade. Há quase 2000 anos, a ansiedade já atormentava a vida dos contemporâneos de Jesus. Seus conselhos ao seu povo já propunha caminhos diferentes dos que estamos destinados.

Cristo demonstrou a inutilidade da ansiedade diante daquilo que é fugaz e apontou uma causa muito maior – o Reino de Deus – pela qual devemos preocupar-nos. Observando Seus ensinamentos sobre este assunto, destacamos três bons motivos para lançarmos sobre Ele toda nossa ansiedade.

Primeiro, precisamos compreender que a ansiedade é desnecessária e inútil, porque, por mais que tentemos controlar os acontecimentos, nós não temos poder para mudarmos o que há de vir. “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (v.27).
Segundo, quando agimos pelos impulsos da ansiedade abandonamos a certeza do cuidado de Deus por nós. Até o poeta popular aprendeu a lição dos “Três Passarinhos” que, “cantando doces canções de melodias puras e verdadeiras”, anunciam: “não se preocupem!”. O cuidado do Pai Celestial se pode ver através das coisas criadas... “não valeis vós muito mais do que as aves?” (v.26).

Por último, aos olhos de Cristo, algo maior deve ser alvo de nossas inquietações: o Reino de Deus. Quando nos ocupamos com a causa do Reino que “não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rom. 14.17), experimentamos um descanso que nasce da certeza de estarmos trabalhando em parceria com Aquele que pode todas as coisas.

Depositar nossas ansiedades nas mãos de Deus é ter a certeza de que Ele nos concederá, por sua graça, “muito mais do que pedimos ou desejamos”, e usará os nossos esforços para abençoar a vida de outros da mesma forma. Nosso desafio é, desde já, preocuparmo-nos com o Reino e sua justiça, para, gradualmente, experimentarmos o Céu na terra.

Trapalhada Disney

Postado por Vitor Sousa , segunda-feira, 3 de maio de 2010 16:29

Salvador é mesmo uma cidade sem igual. Raramente se vê por aqui algum evento que não tenha ligações com o "círculo axézístico" que reina e domina por estas bandas. Aí aparece uma boa alma que tenta libertar o povo das mesmices, então Salvador encontra um jeito de sabotar todos os palnos.

Eu sempre fico espantado (às vezes medo, às vezes surpresa) quando fico sabendo que atrações internacionais desembarcarão por aqui. Com a Parada Disney não foi diferente. Achei a ideia legal. Desconfiei da falta de divulgação. Confesso que meu pior medo era somente fantasias mal-acabadas.

Mas Salvador é mais implacável do que eu imaginava. Aquilo que deveria ser, nas palavras do prefeito da cidade, "uma oportunidade para as famílias que não podem viajar para a Flórida, nos Estados Unidos, assistirem gratuitamente ao desfile" se transformou num caos generalizado.

Cinco horas de engarrafamento foi a forma que os "anti-corpos" de Salvador encontraram para mostrar sua insatisfação com o evento.

Teve gente que não conseguiu chegar. Teve gente andou, mas quando lá chegou, a "parada" já tinha acabado. Teve gente que chegou mas não conseguiu voltar pra casa antes das 15h. Mas o destaque mesmo, segundo o comunicador Mário Kertzs, foram os Patetas que tiveram a coragem de pagar R$ 50,00 pra subir numa laje "e ver a banda passar"...

Até a Minie já sabia que ia dar merda!
(A imagens que ilustram o post são do artista Jeff Gillete, que mesclou o universo Disney às favelas cariocas. No site ufunk.net tem mais. O link eu vi no twitter de Pablo Villaça.)

Vamos ver no que vai dar...

Postado por Vitor Sousa , sábado, 1 de maio de 2010 00:33

Pra começar, obrigado a todos que prestigiaram a gênese do "eu também vejo", especialmente aqueles que me incentivaram com seus preciosos comentários (aqui, no e-mail, por telefone ou pessoalmente). Graças a vocês, esse blog já bateu todos os meus recordes! rs rs! Verdade! Nem se juntasse os outros dois que tive não chegava à quantidade de acessos que tive aqui!

Sinto que esses primeiros posts vão ser mesmo pra definir algumas coisas. Tipo, eu tô "pegando as manhas". Por exemplo, ainda não decidi se respondo cada comentário ou se deixo o espaço só pra vocês. Independente disso, esse post responderá os comentários dos meus amigos Tom Figueiredo e Francisco Clenilton (na verdade, o assunto já tava na minha programação).

Então vamos lá. Qual a razão do título "eu também vejo"?

Sem muita enrolação. Eu parti do seguinte princípio: "A internet já tá aí cheia de blogs, pra quê eu vou fazer mais um? Já tem tanta gente comentando o que viu, ouviu, leu, falou, fez ou deixou de fazer. Mas quer saber... eu também vejo". E vai ser assim: independente do quanto o assunto seja "batido", se despertar o meu olhar, eu mostro aqui. E isso que é o bacana pra mim. Poder compartilhar minha visão das coisas, que não é melhor ou pior que a de ninguém, mas é minha.

Mas o melhor de tudo nessa história é saber que estarei acompanhado de muita gente boa querendo ver no que vai dar.

Quem viver, verá.

Tá vendo aí?

Postado por Vitor Sousa , quinta-feira, 29 de abril de 2010 13:50

Quase ninguém sabe, mas eu já tive dois blogs. O primeiro eu nem lembro mais como era o endereço. O segundo eu até lembro, mas não tô a fim de falar dele agora.

Só falei destes "finados" pra mostrar o quanto eu tenho vontade de ter um blog (mesmo que seja só pros parentes e amigos me lerem - quando lerem), mas acontece que eu não tenho a menor disciplina pra ser blogueiro. Mas como eu sou teimoso eu criei esse daqui!

Minha estratégia pra esse
"eu também vejo" não ter o mesmo destino dos outros é simples: eu criei ele no dia do meu aniversário (no caso, hoje). É estranho, mas tá funcionando. Eu me sinto mais responsável pra cuidar desse do que dos outros.

Ainda não defini a linha editorial do blog, mas tenho uma meta: três posts por semana. Acho que pra começar tá bom. Mas espero passar disso em breve.

Tá vendo aí? Já comecei a me empolgar!